Caso da professora que colocou irmã para ministrar aula em seu lugar fica sem solução

A Prefeitura de São Luís nunca apresentou o relatório de conclusão da sindicância administrativa criada para apurar denúncias de uma professora da U.E.B. Jornalista Ribamar Bogéa, na Cidade Olímpica, que deveria ministrar aulas na escola, mas resolveu colocar a irmã para atuar em seu lugar.

Carla Sousa e o marido, vereador Wellington Sousa

A irmã não poderia assumir a sala de aula no lugar da professora. Mas, apesar de ser proibida, segundo as denúncias, a prática tem sido comum nas escolas públicas da capital. A fraude representa um risco para a formação dos estudantes.

O caso em questão chegou a ser apurado pela Prefeitura, por meio de um processo de sindicância, instaurado no dia 27 de agosto de 2013, mas o tempo foi insuficiente para a conclusão do inquérito administrativo e até hoje ninguém sabe o que foi feito do relatório de conclusão. O ato foi assinado pelo ex-titular da Secretaria Municipal de Educação, Allan Kardec (PCdoB), conforme documento em anexo.

Dois anos depois, a comissão que apurou as denúncias nunca apresentar relatório conclusivo sobre o assunto

Dois anos depois, a comissão que apurou as denúncias nunca apresentar relatório conclusivo sobre o assunto

A trama que envolve a secretária da Mulher do Município de Paço do Lumiar, Carla Sousa, foi descoberta pela diretora da U.E.B. Jornalista Ribamar Bogéa, na Cidade Olímpica, em São Luís, através do Facebook, após as festas de Páscoa.

Na época, quando uma professora publicou as fotos do evento, a diretora viu que a pessoa que ela conhecia como Carla Sousa havia sido marcada na imagem como Danielle de Oliveira. Danielle é irmã de Carla, e teria dado aulas regularmente no lugar dela.

Escola onde a professora colocou a irmã para ministrar aula em seu lugar

Carla Sousa é esposa do vereador Wellington Sousa (PSB), também de Paço do Lumiar, e chegou a candidatar-se a vereadora em 2012, pelo mesmo partido – mas há a suspeita de que tenha feito isso apenas para conseguir uma licença do serviço público.

Dois anos após o escândalo, uma pergunta continua sem resposta: como vai ficar a reposição das aulas que deveriam ser ministradas por uma pedagoga, mas foram repassadas por uma contabilista?

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