• 18 de outubro de 2016
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Edivaldo Júnior firmou mais de R$ 141 milhões em contratos com empresas investigadas

Quatro empresas investigadas por corrupção e desvio de verbas, receberam R$ 61,6 milhões em contratos com a administração municipal, desde 2013, ano em que o prefeito Edivaldo Júnior (PDT), assumiu a Prefeitura de São Luís.

O dado foi obtido a partir de levantamento feito pelo BLOG DO ANTÔNIO MARTINS no Portal Transparência da Prefeitura. A campeã em valores de contratos é a SP Alimentação que opera em São Luís, há mais de 10 anos. O último contrato assinado com a SP Alimentação e o prefeito Edvaldo Holanda foi homologado em 22 de julho de 2014. O valor contratado com a empresa passa de R$ 51 milhões por ano. A empresa que é suspeita de integrar a máfia da merenda, atacando prefeituras do Brasil inteiro, subornando políticos para obter contratos vantajosos já faturou, de janeiro a outubro deste ano, mais de R$ 11 milhões dos cofres da capital maranhense.

Mesmo acusada de integrar máfia da merenda no Brasil, empresa continuou faturando alto no governo Edivaldo Mesmo acusada de integrar máfia da merenda no Brasil, empresa continuou faturando alto no governo Edivaldo

No ranking do faturamento das contratadas que estão sendo investigadas consta ainda a Citéluz Serviços de Iluminação Pública S/A – companhia responsável pelo serviço de iluminação do Município, que soma R$ 43,8 milhões em ganhos. A empresa que já atuou em várias outras cidades como Manaus (AM), Olinda (PE), Fortaleza (CE) e Eunápolis (SP), já foi investigada pelo Ministério Público de São Paulo, por supostas irregularidades. Segundo denúncia do MP-SP, a Citéluz que já faturou na capital maranhense desde 2003, havia vencido edital em São Paulo por meio de favorecimentos ilícitos. Na época, o MP-SP questionou também a capacidade da empresa garantir bons serviços de iluminação no estado.

Empresa já opera na Prefeitura de São Luís há exatos 13 anos apesar da prestação de serviços precária

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O Instituto Superior de Educação Continuada (ISEC) que soma R$ 33 milhões em ganhos também integra a lista dos maiores contratos. Por causa do alto valor contratado, o instituto é alvo do Ministério Público do Maranhão. O convênio do ISEC foi firmado em 2015, por intermédio da Secretaria Municipal de Orçamento Participativo, comandada por Olímpio Araújo, aliado do deputado federal Weverton Rocha (PDT). A denúncia que está sendo investigada pelo Ministério Público, diz que os repasses referentes foram usados para a compra de aliados para prefeito.

Relação do Isec com a prefeitura pode virar escândalo de proporções gigantescas

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Os pagamentos do poder público ao Instituto Cidadania e Natureza (ICN), investigada pela Operação Sermão que apura desvio nos cofres da saúde do estado, também ocupam o pódio dos maiores valores às empresas investigadas prestadoras de serviço na administração do prefeito Edivaldo Júnior. O ICN foi contratado por R$ 15 milhões em julho de 2014 para prestar serviços à Secretaria Municipal de Saúde, que tem como titular a vereadora licenciada Helena Duailube (PMDB), que acaba se eleger como vereador, o marido Afonso Manoel (PRP) com apenas uma doação de R$ 20 mil.

Mesmo investigado pela PF, ICN ganhou contrato milionário no governo Edivaldo

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De acordo com a PF, o ICN (Instituto Cidadania e Natureza) e a Bem Viver – contratadas pela Secretaria de Saúde do Maranhão para gerir unidades hospitalares do Estado contrataram um grupo de empresas, sem licitação, para serviços terceirizados. O grupo recebeu um total de R$ 205,6 milhões em recursos públicos através das duas entidades não governamentais.

Parte deste dinheiro serviu, inclusive, para bancar a própria campanha do prefeito Edivaldo Júnior que chegou a recebeu doação de uma das empresas contratadas entidades não governamentais: a Distribuidora de Medicamentos Maximus Ltda que lhe doou R$ 5.000,00. No total, os prestadores de serviços que estão sendo investigados na justiça receberam mais de R$ 141 milhões desde 2013.

Edivaldo aparece em relatório da PF como um dos candidatos que recebeu doação de empresas investigadas por desvio na saúde.

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