• 20 de outubro de 2016
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A imprensa que não pode exercer seu papel

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Jornalista Anielle Pimentel da TV Guará

Toda as vezes que a imprensa e a mídia passam a ser alvo de represália, de quem quer que seja, em especial da classe política, o regime democrático sofre abalos sísmicos acima de sete pontos na Escala Richter (escala logarítmica arbitrária, de base 10, que serve para quantificar a magnitude de um tremor de terra), e isso pode trazer devastações irreparáveis em meio à população, comparado aos grandes desastres naturais.

Proibir uma jornalista, serviçal da profissão, de cumprir o seu verdadeiro papel por meras picuinhas políticas, seguir essa interlocutora como se fosse uma criminosa e ainda humilhá-la de chegar perto de um determinado candidato, representa um claro absurdo nos tempos modernos em que a transparência com a “res publica”, ou seja, com a coisa pública, passa a ser condição básica para a natureza humana de um país que se considera democrático em todos os aspectos social, moral e político.

Pois bem, a jornalista Anielle Pimentel (da TV Guará) narra fatos que a deixaram perplexa, quando apenas cumpria uma pauta diária de entrevistar o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que busca a reeleição, em uma caminhada no bairro do Monte Castelo, ocorrida na última quarta-feira, 19.

Veja o que diz a jornalista:
“Volto a lamentar por esta campanha, desta vez pela postura dos coordenadores de campanha do prefeito. Todo mundo expressa sua opinião política e não há nenhum problema nisso, mas foi só eu escrever este desabafo, que não chegou a ser uma opinião, para ser extremamente destratada em uma caminhada do Edvaldo, que aconteceu hoje (19/10), no Monte Castelo.

Eu cubro a agenda dos candidatos pela tarde, fui unicamente para falar desta programação, fiz a caminhada do prefeito na segunda-feira (17), e qualquer pessoa pode assistir meu posicionamento, mas para minha surpresa desta vez fui seguida por seguranças, como se fosse uma criminosa e proibida de maneira arrogante e digo até humilhante de chegar perto do candidato.
As pessoas perderam a noção das coisas, misturam tudo, isso mais parece uma guerra. Fiquei furiosa e pedi respeito para o grupo que me cercava, mas diante a situação precisei ir embora sem concluir meu trabalho. Eu prefiro acreditar que Edvaldo Holanda que sempre foi muito bem tratado por mim e que sempre me tratou muito bem, não sabe disso. Eu sou cristã e ele também e essa postura não combina com a religião que seguimos.”

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