• 2 de novembro de 2016
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Promotor de justiça suspeito de agredir namorada tem passado violento

Informações de uma ocorrência policial mostram que pode haver um histórico de violência cometido pelo promotor de justiça Zanoni Passos Silva Filho. A ficha aumentou depois que Zanoni denunciado à polícia acusado de ser autor do espancamento ocorrido contra a estudante Márcia Oliveira Bitencourt Sales, 23 anos, no Condomínio Monte Rainier, no bairro Calhau , em São Luís.

O caso é citado pela vítima em uma queixa policial do dia 17 do mês passado. O inquérito que apura a agressão tramita na Delegacia da Mulher de São Luís. A Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher do Ministério Público também acompanha o caso que envolve um de seus representantes. No relato de lesão corporal feito pela jovem à polícia, ela diz que o promotor que é casado, tem 45 anos, e atitudes nada compatíveis para quem deveria no mínimo dá um bom exemplo perante o cargo que lhe foi designado.

O representante do Ministério Público vai responder pelos crimes de injúria (Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, detenção, de um a seis meses, ou multa) e violência doméstica (Art. 21 do decreto de lei n° 3688/41 – Praticar vias de fato contra alguém, prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitui crime. Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos. (Incluído pela Lei nº 10.741, de 2003).

Não é a primeira vez que Zanoni se envolve em ocorrência com informações de antecedentes, quando existem “agressões anteriores”. Um levantamento realizado pelo blog junto as cartórios das Unidades da Polícia Judiciária e ao SIGO (Sistema Integrado de Gestão Operacional) constatou que o promotor tem uma ficha corrida.

AGRESSÃO E TIROS
Zanony Passos já foi punido pelo CNMP – Conselho Nacional do MP com pena de suspensão do exercício do cargo por seis meses cumulada com três meses sem vencimento por ter agredido a tiros proprietário de condomínio onde adquiriu uma casa residencial em São Luís avaliada em mais de R$ 400 mil. O senhor Walber Oliveira do Nascimento, em Escritura Pública de Declaração de Vontade, registrada no Cartório “Alvimar Braúna” em 15/10/2008, acusa o promotor de ter recebido favores pessoais do prefeito de Coroatá tendo sido, ele próprio, contratado pela Prefeitura, a pedido do promotor, para cuidar de seus cavalos em baias construídas no terreno do denunciante pela prefeitura municipal.

CONFUSÃO EM CHURRASCARIA
O senhor Daibeth da Silva acusou o promotor perante à PGJ, de ter se apoderado do seu auxílio reclusão no valor de R$ 11.861,00 e de ter atentando contra sua vida. O promotor Zanony Passos provocou uma confusão dentro de uma churrascaria no bairro do Vinhais, tanto que a polícia foi acionada para controlar o promotor, que partiu para cima dos policiais e ele teria sido agredido. Em 2011, policiais militares que faziam ronda pela Avenida Litorânea registraram uma “queixa” contra o promotor de Justiça Zanony Passos Silva Filho. Na ocorrência, de n° 13408, o sargento Júlio César Sousa Pereira, de 49 anos, lotado no 8° Batalhão de Polícia Militar (BPM), no Calhau, disse ter sido afrontado pelo promotor quando trabalhava na Litorânea, próximo ao restaurante Picanha de Ouro.

FACA PARA SE DEFENDER
Na confusão mais recente, a namorada de Zanoni por pouco não o feriu com um golpe de faca ao tentar se defender das agressões. A própria vítima procurou a polícia para relatar o caso.

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