Demissões rondam empresas excluídas de licitação em São Luís

De O Estado – As empresas excluídas do processo licitatório do Sistema de Transporte Público promovido pela Prefeitura de São Luís ameaçam demitir funcionários. Por causa do problema, trabalhadores da empresa Menino Jesus de Praga (que ficou de fora da licitação) realizaram na manhã de ontem, uma manifestação no centro da capital. Uma reunião entre representantes da empresa e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema) deverá ocorrer hoje, às 10h30, na sede do Ministério Público Federal (MPF).

Até o momento, os 300 funcionários da empresa (entre motoristas, cobradores e fiscais) ainda não foram informados como serão reaproveitados. Em nota publicada em sua página em uma rede social, a assessoria do Sindicato dos Rodoviários informou que – além dos funcionários da Menino Jesus de Praga – os trabalhadores do Consórcio São Cristóvão (40 no total), excluído da licitação, também correm o risco de ser demitidos.

“Até onde nos compete, temos exigido que os trabalhadores de empresas que perderam a concorrência sejam remanejados para empresas e consórcios que já estão e que irão atuar no sistema”, declarou Isaias Castelo Branco, presidente do Sttrema.

Ainda de acordo com o Sttrema, na reunião de hoje, no MPF, deverão participar representantes das empresas, do sindicato patronal e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). “Até onde nos compete, temos exigido que os trabalhadores de empresas que perderam a concorrência sejam remanejados para empresas e consórcios que já estão e que irão atuar no sistema”, declarou o presidente do Sttrema, Isaias Castelo Branco.

DOCUMENTO
Além de fazer o protesto, os trabalhadores da empresa Menino Jesus de Praga encaminharam ontem um documento à presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ) em que expõem as possíveis demissões e fazem referência ao Agravo Regimental nº 32.849/2016, interposto pela Menino Jesus de Praga e Gemalog, requerendo o pedido de suspensão de liminar formulado pela Prefeitura de São Luís.

O Estado tentou manter contato na tarde de ontem com o secretário titular da SMTT, Canindé Barros, para saber sobre as possíveis demissões. Até o fechamento desta página, não houve retorno.

RECONFIGURAÇÃO
Levantamento feito por O Estado, em parceria com o site Sportbus Maranhão (que há sete anos mostra as curiosidades do sistema de transporte coletivo da cidade), apontou que dos quatro vencedores no certame, três deles realizaram alterações profundas na circulação de veículos na cidade. O Consórcio Central foi o que manteve maior semelhança à empresa anterior.

De acordo com a pesquisa e com base no resultado final do processo licitatório da Prefeitura, o Consórcio Central (constituído pelas empresas Ratrans e Taguatur) atua na área Itaqui-Bacanga e adjacências, além de localidades da Zona Rural de São Luís, como o Maracanã, por exemplo. Já o Consórcio Via SL (vencedor do segundo lote e formado pelas empresas Expresso Rei de França e São Miguel) tem como principais áreas de atuação – além do Cohatrac – localidades da Zona Rural (além de Bairro de Fátima, Parque Timbira, Parque dos Nobres e Parque Pindorama).

O Consórcio Upaon-Açu, vencedor do lote III e que ficará no lugar da empresa Menino Jesus de Praga, é constituído por seis empresas (Viper, Autoviária Matos, Patrol, Viação Abreu, Rio Negro e Aroeira) e sua área prioritária de atuação é São Cristóvão, Janaína, João Paulo e adjacências. Por fim, a Viação Primor (vencedora do lote IV), tem como principais áreas de atuação os bairros do Turu e Calhau.

licita

3 Comentários

  • Almeida

    9 de novembro de 2016 12:04:26

    Infelizmente as empresas que não cumpriram com a licitação do transporte não podem continuar. Só assim vamos ter melhorias no transporte público. Para ter ônibus com ar-condicionado, tem que adequar em vários aspectos. Se essas empresas não fizeram, não podem continuar. O sistema tomava conta da nossa cidade, tanto que estava um caos. Pra regularizar é preciso mudar muita coisa.

  • Dionisio

    9 de novembro de 2016 12:21:51

    A culpa são das empresas que não se adequaram a licitação (que melhorou bastante a vida dos usuários de coletivo). Espero que as outras empresas que ainda estarão na ativa aproveitem esses trabalhadores.

  • Cristiana

    9 de novembro de 2016 03:20:38

    Ate onde sei, essas empresas que foram desclassificadas nao estavam atendendo as regras da licitaçao, por isso foram retiradas. Triste pelos funcionarios.

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