Quem é Cláudio Trinchão, apontado pelo MP como chefe de Organização Criminosa???

trinchao

Cláudio José Trinchão Santos é soteropolitano, funcionário público, veio importado para assumir a Secretaria de Fazenda no governo Roseana Sarney.  No cargo de secretário se envolveu logo na política maranhense, apoiando o então candidato a deputado estadual Alexandre Almeida. Trinchão foi candidato a Deputado Federal pelo Partido Social Democrático – PSD, seria uma espécie de “salvação da pele”, se “ungir” com um mandato, e por muito pouco não se elegeu deputado pelo Maranhão, obteve 87.793 votos (2.86% do votos válidos). Atualmente ele comanda a sigla partidária no Maranhão.

Na Secretaria de Estado da Fazenda – SEFAZ, Trinchão foi diversas vezes denunciado em Blogs e jornais acerca de práticas que estavam ocorrendo sob sua anuência. A denúncias partiam sempre de escritórios de advocacia e empresários que sabiam como as coisas ocorriam no órgão estadual.

Na época, um grupo de empresários se articulou e fez a denúncia ao Ministério Público, Tribunal de Contas e Controladoria da Receita, sobre uma espécie de esquema foi montado na Secretaria Estadual de Fazenda, com Créditos de ICMS de exportação. E foi justamente aí que entrou o advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior, que coordenava a “orquestração jurídica” dos créditos fiscais de ICMS, segundo o Ministério Público, ele coordenava o esquema criminoso com Trinchão, para em seguida receber dividendos dos créditos. O poder era tanto, que Jorge Arturo também se envolveu na política e atualmente comanda o Partido Humanista da Solidariedade – PHS.

A denúncia foi acolhida, investigada e o esquema funcionava assim: os certificados de crédito eram auditados e assinados pelo secretário Cláudio Trinchão; após a assinatura, podem ser transferidos para terceiros, por meio de Mandado Judicial.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jorge Arturo era o advogado, agenciador e corretor, responsável pela oferta de créditos de precatórios ilegais e fantasmas a empresários interessados em pagar as suas dívidas de ICMS desembolsando valores menores do que efetivamente deviam, contudo, quitando-os integralmente junto ao Fisco Estadual.

O Ministério Público diz que o procedimento era bem-sucedido porque os titulares dos créditos queriam liquidez imediata, a qual era garantida pela facilidade de compensações asseguradas por Cláudio José Trinchão Santos e Akio Valente Wakiyama que se sucederam à frente da SEFAZ.

1 comentário

  • Marcos Machado de Almeida

    8 de agosto de 2017 02:49:46

    Impressionante!

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