• 14 de novembro de 2016
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‘Muleque té doido 2’ é recorde de bilheteria em São Luís e Imperatriz

filme

O filme “Muleque té doido 2 – A lenda de Dom Sebastião” estabelece recorde de público neste final de semana em salas de cinema em São Luís e Imperatriz. No Cine Praia Grande, 542 pagantes assistiram à produção maranhense em seis sessões. A sala tem 120 lugares. Na sexta-feira, 11, os protestos de rua reduziram o público no segundo dia de exibição da comédia cinematográfica produzida e rodada no Maranhão.
“A média de ocupação das salas que exibem o filme tem sido em torno de 65%”, informa, todo orgulhoso, o diretor e produtor Erlandes Duarte. Marqueteiro, compositor, autor e ator, Erlandes comanda a rapaziada de preto que faz selfie que enjoa na porta do cinema. Ninguém tem cara de cinema, tipo róliude, bred pite, etcaetera. Mas, é cinema de verdade no escurinho do cinema, com direito a logo de Cemar e tudo.

Nesse ritmo, antes de completar uma semana, o filme ultrapassa a maior bilheteria da sala de exibição do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho: “Ninfomaníaca- Volume 1”, produção premiada em Cannes, incensado pela imprensa mundial. Ainda por cima, com a vantagem de abordar um tema picante. Em uma semana, o filme de Lars von Tries, de 2014, foi assistido por 1.100 pessoas no Praia Grande.
A segunda parte da produção financiada pela Lei de Incentivo à Cultura está em exibição em salas de São Luís e Imperatriz. Tem uma proposta de estrear em breve no estado de Alagoas. A primeira história ‘Muleke té doido – O filme’, de 2012, ocupou uma sala no Rio de Janeiro. Teve mais de 15 mil expectadores, lá e aqui. Está à venda em DVD original.

Segundo filme dirigido por Erlandes Duarte (leia-se também Jeguefolia), tendo como elenco sua turma de amigos, aborda lendas e mitos maranhenses e visita cartões postais do estado. A serpente encantada que rodeia a ilha inspirou a primeira história. Uma outra lenda, a do touro encantado da Ilha dos Lençóis (Cururupu), está no roteiro do segundo filme. É o sebastianismo dando uma força na bilheteria.
A repercussão de ‘Muleque té doido’ (o primeiro e o deste ano) empolgou o deputado Bira do Pindaré (PSB) que sugeriu uma merecedora Medalha João do Vale, de mérito cultural, à turma do cinema nativo. Bira esteve na secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação quando foi criada a Escola de Cinema do Maranhão. Há um porém: nem um dos moleques passou pelos bancos de sala de aula da ECMA.

Fenômeno regional, “Muleque té doido 2” despertou interesse da produtora Vânia Catani, do filme “O Palhaço”, de Selton Mello. “Petrini, que filme é esse que tá fazendo barulho aí em São Luís?”, indagou ao diretor do Cine Praia Grande. “Muleque té doido 2’ está em cartaz no Cinesystem (Shopping Rio Anil) e Centerplex (Pátio Norte). Ah! Muleque, brinca!?.

Por Henrique Bóis

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