Esquema que desviou R$ 230 mi foi denunciado no blog

Operação está sendo deflagrada em vários bairros de São Luís

Operação foi deflagrada em vários bairros de São Luís, onde funcionaria empresas fantasmas.

O esquema criminoso desbaratado nesta terça-feira (13) na Operação Cooperare, pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Polícia Civil do Maranhão, já havia sido denunciado pelo blog no dia 16 de abril de 2015.

Na época, mostramos que o vereador de Viana, Wisley Hilton Gomes da Silva, o Wisley Inforgraf (PRP), encontrou uma série de indícios de irregularidades no contrato firmado pela Prefeitura daquela cidade, com a COOPMAR – Cooperativa Maranhense de Trabalho, classificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Um ano e oito meses depois, a operação as investigações do Ministério Público mostraram que a suspeita de malversação de recursos federais na área da Educação no município vianense eram verdadeiras, mas trouxe uma novidade: além de Viana, 16 prefeituras são suspeitas de integrar o esquema que desviou cerca de R$ 170 milhões dos cofres públicos. Segundo representação do órgão, houve irregularidades na contratação da Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços – COOPMAR e mais de 10 empresas.

>>Vereador de Viana investiga repasse de R$ 5 mi a cooperativa

Durante as investigações, foi apurado que a COOPMAR, ao longo de três anos, recebeu repasses dessas prefeituras na ordem de R$ 230 milhões. Dentre os municípios citados nas denúncias estão Timon, Caxias, Viana, São Mateus, Grajaú, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Coroatá, Peritoró, Rosário, Presidente Dutra, São Domingos do Maranhão, Santa Helena, Santa Rita, Chapadinha, Matinha e Arari.

Durante coletiva de imprensa, realizada nesta manhã, o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, informou que 15 contas de pessoas físicas e jurídicas foram bloqueadas, além de ter sido efetuado o sequestro e a indisponibilidade de sete imóveis e 11 veículos dos envolvidos. Cerca de R$ 38 milhões devem ser apreendidos até o fim da operação.

CGU, Gaeco e Civil detalham detalham operação durante coletiva em São Luís

CGU, Gaeco e Civil detalham detalham operação durante coletiva em São Luís.

Como funcionava
Segundo as investigações, as prefeituras contratavam a COOPMAR, que não tinha estrutura de cooperativa com divisão de lucros, mas sim de uma empresa comum. O esquema era montado para que pudessem participar apenas cooperativas e por ser uma cooperativa de fachada era a única empresa a vencer os processos de licitação.

Um pequeno grupo da cooperativa se beneficiava com os recursos milionários por meio de suas empresas, enquanto a maioria dos trabalhadores recebia um salário mínimo mensal.

Há indícios de montagem de licitação, além de pratica de subdimensionamento de valor a ser pago por profissional com a intenção de afastar os interessados e direcionar o objeto da contratação.

Investigações
As investigações começaram depois que o Ministério Público verificou que a COOPMAR aparecia como a empresa mais contratada para execução de serviços de limpeza e outros serviços gerais em prefeituras do estado por meio da contratação da cooperativa.

A análise das notas emitidas pela CGU apontou ainda que houve admissibilidade inapropriada de participação de cooperativa, superdimensionamento da quantidade de profissionais terceirizados, ausência de publicação da convocação, termo de referência incompleto, ambíguo e impreciso e outras exigências que comprovem autenticidade.

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1 comentário

  • Ilzamar

    13 de dezembro de 2016 10:31:30

    Aqui em São Mateus o dicaso é grande, funcionários recebendo de 280 a 400 reais e os salários estão em atraso, só com 2meses.

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