• 14 de dezembro de 2016
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Rosário e Santa Rita integram esquema que causou prejuízo R$ 230 mi ao erário

coletiva

As Prefeituras de Rosário e Santa Rita são os dois municípios da região na lista do esquema que desviou cerca de R$ 170 milhões dos cofres públicos. É o que consta relatório do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que na manhã de hoje desencadeou a Operação Cooperare, com apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Polícia Civil do Maranhão.

Além dos dois municípios da região, 15 prefeituras maranhenses também são suspeitas de integra a máfia da fraude de licitações. As investigações do Ministério Público apontaram que as prefeituras estavam envolvidas em um esquema que desviou cerca de R$ 170 milhões dos cofres públicos. Segundo representação do órgão, houve irregularidades na contratação da Cooperativa Maranhense de Trabalho e Prestação de Serviços – COOPMAR e mais de 10 empresas. Ainda durante as investigações, foi apurado que a COOPMAR, ao longo de três anos, recebeu repasses de prefeituras na ordem de R$ 230 milhões dos municípios investigados.

Dentre as citadas nas investigações, além de Rosário e Santa Rita, estão Timon, Caxias, Viana, São Mateus, Grajaú, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Coroatá, Peritoró, Presidente Dutra, São Domingos do Maranhão, Santa Helena, Chapadinha, Matinha e Arari.

Durante coletiva de imprensa, realizada nesta manhã, o procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, informou que 15 contas de pessoas físicas e jurídicas foram bloqueadas, além de ter sido efetuado o sequestro e a indisponibilidade de sete imóveis e 11 veículos dos envolvidos. Cerca de R$ 38 milhões devem ser apreendidos até o fim da operação.

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