• 16 de setembro de 2017
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Suspeito de espionagem estaria produzindo dossiê contra desembargador

O que faz Wilson Azevedo sair de Goiânia para acompanhar a eleição para no TRE/MA no pleno do TJ, a 21 dias da disputa pela presidência do tribunal, pretendida por Nelma Sarney ?

A sessão plenária administrativa da última quarta-feira (13) do Tribunal de Justiça do Maranhão parecia seguir o roteiro típico de reuniões como essas. Uma surpresa, no entanto, trouxe alguma novidade e deixou muita gente intrigada. É que na galeria, era notada a presença do advogado Wilson Azevedo, acusado em 2007 pela revista Veja de participar de um esquema de espionagem em parceria com o seu sócio, Heli Dourado, e o ex-assessor especial do Senado, Chiquinho Escórcio, contra os ex-senadores Demóstenes Torres e Marconi Perillo.

Com uma farta barba branca, a sua presença no TJ levantou suspeita diante do interesse com que acompanhou a eleição para o TRE/MA disputada pelo juiz Clésio Cunha, o candidato da desembargadora Nelma Sarney, que ao final saiu derrotado por 12 votos a 9.

Azevedo possui escritório em Goiânia e, segundo apurou o blog, desembarcou em São Luís no inicio da semana. Ele e Dourado trabalharam para a família Sarney, com o luxuoso auxílio de Escórcio, no rumoroso caso que cassou o mandato do então governador legitimamente eleito, Jackson Lago.

O trio também foi acusado na Assembleia Legislativa do Maranhão de montar um dossiê contra Lago. Na sessão do dia 11 de outubro de 2007, o já falecido deputado Pedro Veloso (PDT) citou um trecho do discurso do senador Demóstenes Torres, que relata o aparecimento de Escórcio acompanhado de um repórter da IstoÉ durante o almoço dos senadores no restaurante do Senado, onde “começou a soltar tudo”.

O blog apurou que atualmente Wilson Azevedo tem como sócio em seu escritório em Goiânia, Adriano Fabio de Carvalho. Além disso, ele também possui sociedades em seis empresas, sendo duas em Goiás, duas em Minas Gerais e duas em São Paulo.

A presença do suspeito de espionagem no TJ, a 21 dias da disputa pela presidência do tribunal, pretendida por Nelma Sarney, levanta suspeitas e provoca questionamentos. Afinal, o que ele faz na capital maranhense?

Vários veículos e profissionais da imprensa maranhense querem saber, por isso alguns deles estão acompanhando os passos de Azevedo na cidade. Já existem fortes indícios de que o suspeito de espionagem estaria produzindo dossiê contra um desembargador que estaria pleiteando concorrer na eleição do TJ, mas isso já é outra história que vamos contar em breve. Uma coisa é certa: a montagem de um time de arapongas para produção de dossiês contra alguns dos magistrados pode provocar uma crise entre integrantes da Corte Maranhense.

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