• 12 de outubro de 2017
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Caso Yago Sik: nova audiência acontece na próxima semana

Yago Linhares, a vítima

Na próxima terça-feira, dia 17, deve acontecer nova audiência do caso que trata do assassinato do Dj maranhense Yago Sik, que foi baleado em uma festa no Distrito Federal no dia 2 de julho. A data da audiência foi definida na última quarta-feira (4), quando participaram de oitivas do caso nove testemunhas do momento. Outras duas testemunhas são aguardadas para que o assassino confesso seja interrogado. A defesa insiste em completar a lista de pessoas que teriam presenciado o desentendimento, apesar de o Ministério Público ter aberto mão de ouvir mais declarações. As informações são do portal Metrópoles.

Os relatos feitos na semana passada apenas reforçaram a tese do dia do crime. Ao ver a discussão entre Lucas e a ex-namorada, Yago tentou intervir e eles brigaram dentro da festa 5uinto, no dia 2 de julho. O acusado buscou uma arma em casa e esperou o DJ na saída do Conic, onde havia grande aglomeração de pessoas. A vítima foi morta com três tiros.

Durante a oitiva, houve menos momentos de conflito entre a defesa e a promotoria. Mesmo assim, as partes se desentenderam em relação à quantidade de testemunhas a serem ouvidas. O suspeito prestaria depoimento, mas dois homens que estavam presente no momento da briga não foram encontrados. “O senhor insiste em trazer depoentes que não ajudam em nada o seu cliente”, disse o promotor Marcello Oliveira Medeiros, da 4ª Promotoria do Tribunal do Júri.

Uma das testemunhas mora no Lago Norte, e o Ministério Público chegou a pedir uma condução coercitiva, mas como já passava das 17h, o juiz decidiu por remarcar a audiência para o próximo dia 17. A outra estaria no Maranhão, e a defesa tentará localizá-la para a oitiva. Caso isso não seja possível, um depoimento será prestado via carta.

Aguardando sua sentença, Lucas Albo de Oliveira está preso preventivamente no Complexo Penitenciário da Papuda. Ao se entregar à polícia, ele confessou o assassinato.

O Ministério Público pediu a condenação por homicídio triplamente qualificado, com pena de 12 a 30 anos. Os agravantes são motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum, já que os disparos foram efetuados no meio de uma multidão. Além disso, o suspeito também foi acusado de lesão corporal contra a ex-namorada e porte de arma de fogo.

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