Aeronave usada por Braide pertence à empresa de Fred Campos

Um avião bimotor , de matrícula PT-WRV, foi o responsável por transportar nessa sexta-feira (31) o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), da capital maranhense para Balsas, pousando no Aeroporto Prefeito Renato Moreira.

A aeronave, que chamou atenção da mídia, pertence à empresa F de A S Campos e Cia LTDA, razão social do Posto Julia Campos, rede de propriedade do prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), segundo apurou o blog do Antônio Martins.

De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião não é autorizado para operar com serviço de táxi aéreo. Por conta disso, se descarta a possibilidade de que jatinho executivo tenha sido alugado pela equipe de Braide, para o transporte do ex-prefeito ludovicense entre as cidades do interior do estado durante a pré-campanha e a campanha.

 

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Procurador de São Luís devolve R$ 90 milhões em ações do BRB

O juiz Paulo Afonso Cavichioli Carmona, da 7ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, homologou um acordo entre o Banco de Brasília e o advogado Daniel de Faria Jerônimo Leite, procurador do Município de São Luís, apontado como possível “figura instrumental” de Daniel Vorcaro e do Banco Master.  As informações são do Metrópoles.

Segundo investigação da Kroll, contratada pelo BRB, Daniel Leite adquiriu 10,6 milhões de ações do banco, avaliadas em R$ 90,5 milhões. A operação teria sido financiada por um empréstimo de R$ 93,7 milhões concedido pela Qista, empresa apontada como integrante do ecossistema do Master.

Segundo o Metrópoles, a investigação considerou a aquisição incompatível com o patrimônio do procurador e levantou a suspeita de que ele teria sido usado como “laranja” para permitir que o grupo de Vorcaro obtivesse participação relevante no BRB sem revelar os verdadeiros donos das ações.

O BRB acionou a Justiça para recuperar os papéis e cobrar prejuízos das pessoas e empresas envolvidas no chamado “círculo econômico investigado”. No acordo, assinado em abril, Daniel Leite se comprometeu a devolver as ações e, em troca, foi retirado do processo.

Antes da negociação, o procurador havia afirmado à Justiça que não possuía relação com o Banco Master nem com os demais réus. Na decisão, o juiz determinou que a B3 efetive a transferência das ações para o BRB e extinguiu o processo em relação a Daniel Leite.

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Negada ação do PSD contra TV Mirante sobre Hospital da Criança

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) julgou improcedente a representação movida pelo Partido Social Democrático (PSD) contra a Televisão Mirante Ltda., rejeitando o pedido de remoção de publicação sobre o aumento de mortes nas UTIs pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos. A decisão, de 30 de julho, é da juíza auxiliar Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro.

O PSD alegava que a publicação, veiculada em 14 de julho na coluna “Estado Maior”, prejudicava o pré-candidato ao Governo do Maranhão Eduardo Salim Braide. Braide era o prefeito de São Luís quando o contrato com a empresa responsável pelas UTIs pediátricas foi firmado e a equipe médica atual assumiu o serviço, em outubro de 2025.

Em nenhum momento a Justiça Eleitoral reconheceu a existência de fato inverídico na cobertura. Pelo contrário: a juíza registrou que a própria Prefeitura de São Luís divulgou, em menos de 48 horas, três versões numéricas diferentes sobre os óbitos no hospital – o que, segundo a decisão, tornou impossível classificar a informação divulgada pela TV Mirante como falsa.

A sentença também validou a apuração conduzida pela emissora. A juíza destacou que a reportagem teve lastro em documentos oficiais anteriores à publicação – da Defensoria Pública, do Ministério Público e da Ouvidoria-Geral do SUS – e que o texto tratou o tema com as devidas ressalvas, deixando claro que as investigações seguiam em andamento. A Procuradoria Regional Eleitoral já havia opinado, antes da sentença, pela improcedência da ação.

As apurações sobre as mortes no hospital continuam. O Ministério Público do Maranhão investiga o aumento de óbitos nas UTIs pediátricas, a Defensoria Pública apontou indícios de insuficiência de profissionais especializados após inspeção na unidade, e o Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) audita o hospital. A Polícia Civil apura a morte dos gêmeos Bento e Bernardo, internados na unidade em junho.

A Prefeitura de São Luís afirma que o quadro de profissionais da UTI pediátrica atende às exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nega desabastecimento generalizado de insumos e sustenta que a variação nos óbitos entre 2024 e 2025 foi de 4,5%. A gestão municipal destaca ainda que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) rejeitou pedidos de suspensão do contrato com a empresa responsável pelo serviço.

Cabe recurso da decisão ao plenário do TRE-MA.

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Quatro são condenados pela Justiça por desvio milionário no MA

A Justiça condenou quatro pessoas por participação em um esquema de desvio de recursos da Prefeitura de Ribeirãozinho do Maranhão (Governador Edison Lobão). A sentença saiu em 29 de julho, na 2ª Vara Criminal de Imperatriz.

Segundo a decisão, o prejuízo aos cofres públicos chegou a R$ 4.591.976,23 durante a gestão do então prefeito Lourêncio Silva de Moraes.

Entre os condenados está o atual vice-prefeito Boaz Bezerra Rocha, que foi secretário municipal de Administração e Finanças entre agosto e dezembro de 2012. Também receberam condenação Raimundo Nonato de Araújo Soares, Vanusa Altino Cruz e Edna Gonçalves Pereira de Moraes, que era tesoureira do município na época dos fatos. Todos poderão recorrer da decisão em liberdade.

De acordo com o Ministério Público do Maranhão, o grupo utilizou licitações fraudulentas para beneficiar empresas de fachada. Os contratos investigados foram publicados no último dia de 2012. Além disso, as investigações apontaram transferências de recursos sem a prestação dos serviços contratados.

Segundo a acusação, os valores movimentados superaram R$ 4,59 milhões.

O juiz concluiu que as provas demonstraram o desvio de recursos públicos por meio de empresas usadas apenas como fachada. Por outro lado, três acusados foram absolvidos por falta de provas.

Já a denúncia contra o ex-prefeito não foi analisada pela Vara porque ele tinha foro por prerrogativa de função. O processo foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

Além das penas de prisão, a sentença determinou a reparação mínima de R$ 4.591.976,23 aos cofres públicos. O magistrado também ordenou o bloqueio de bens dos condenados até esse valor e comunicou a Prefeitura e a Câmara Municipal para as providências sobre o cargo ocupado por Boaz Bezerra Rocha.

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TRE reforma sentença que cassou o mandato do prefeito de Caxias

Por unanimidade, os membros da Corte Eleitoral decidiram que não houve prática de abuso de poder político e econômico por Gentil Neto e seu tiio, Fábio Gentil.

Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão reformou sentença de base que cassou o diploma do prefeito de Caxias, Gentil Neto (PP), acusado de abuso de poder político e econômica além de compra de votos. Membros da Corte entenderam que as provas não comprovam que houve crime eleitoral no então candidato a prefeito e seu tio, Fábio Gentil, no processo eleitoral de 2024.

Gentil Neto, em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), foi acusado de usar a administração municipal que teria realizado contratações temporárias em massa e coagido servidores durante o período eleitoral de 2024. Além disso, na AIJE, houve a acusação de compra voto de nove pessoas de uma mesma família por R$ 1,8 mil.

O prefeito de Caxias recorreu da decisão do magistrado de base. O julgamento no TRE teve início no dia 16 de julho, mas foi suspenso após pedido de vista do juiz Neian Milhomem. Nesta quinta, o voto vista foi dado e o mgistrado seguiu o que o relator já havia defendido que foi a procedência do recurso e a reforma da decisão de base.

No total, foram 6 votos a favor da procedência do recursos eleitoral e nenhum contra. Com isso, Gentil Neto tem afastada a possibilidade de perda do seu mandato. Contudo, ainda há recurso para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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