
Flávio Bolsonaro em viagem à África do Sul com o advogado Willer Tomaz e Weverton Rocha, o senador ‘lulista’ mais ‘bolsonarista’ do Maranhão — Foto: Reprodução
Em março de 2025, nove meses antes de se lançar à corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro embarcou em um voo com destino à África do Sul com familiares e alguns amigos. No roteiro de uma semana, que incluiu um safári, estava acompanhado por Willer Tomaz, advogado investigado sob suspeita de envolvimento no escândalo do INSS, com quem estreitou relações nos últimos anos. Além de viagens, a dupla passou a compartilhar imóveis, jatinhos e parcerias em processos judiciais. A amizade, porém, virou motivo de dor de cabeça para o candidato. A informação é de O Globo.
De acordo com a publicação, a conexão de Flávio com Willer, contudo, vai além do uso do apartamento durante a campanha eleitoral e entrou na mira da Polícia Federal, que identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas em conjunto no primeiro semestre do ano passado. Depois da visita à África do Sul, que contou ainda com a companhia do senador Weverton Rocha (PDT-MA), outro alvo de investigações no escândalo no INSS, os dois fizeram visitas a Portugal e França. Antes, já haviam voado juntos para os Estados Unidos.
Em nota, Weverton disse manter relação de proximidade com Willer e não respondeu quando questionado sobre quem pagou sua viagem à África do Sul. “Willer Tomaz é meu compadre e amigo há muitos anos e já fizemos várias viagens juntos em família. São relações privadas, que não envolvem dinheiro ou interesses públicos”, disse ele.
Fraude no INSS
Tanto Weverton como Willer entraram na mira da PF em meio às investigações do escândalo do INSS. O advogado foi alvo de uma operação no mês passado, sob suspeita de manter uma estrutura de apoio formada por empresas e operadores financeiros para lavar ou ocultar recursos obtidos por meio de desvios ilegais de aposentadorias. Ele diz que não é investigado por fraudes contra o sistema previdenciário.
De acordo com relatório da PF que embasou buscas e apreensões em seu escritório, em Brasília, Willer atuava como “hub financeiro, patrimonial e logístico” de envolvidos no suposto esquema de fraudes no INSS. A investigação aponta que o advogado tinha como função dar sustentação ao grupo por meio de “empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos”. Um dos elementos citados na representação policial é o repasse de R$ 11 milhões de empresas relacionadas a Willer para a mulher de Weverton.
O senador também foi alvo de uma operação da PF em dezembro. De acordo com a PF, o parlamentar atuou como “liderança e sustentáculo das atividades empresariais e financeiras” do grupo que fraudou o INSS. Ele nega ter praticado qualquer irregularidade.
Os investigadores afirmam que o senador era o responsável por indicar beneficiários do suposto esquema, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, além de interferir nas decisões patrimoniais do grupo. Familiares de Weverton foram alvo da mesma operação que mirou em Willer. A PF aponta que contas de postos de combustíveis foram utilizadas para lavar recursos desviados.
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A Prefeitura de São José de Ribamar recebeu mais uma ambulância do Ministério da Saúde. A entrega ocorreu no estacionamento da Superintendência do Ministério da Saúde no Maranhão, localizada no Jaracaty Shopping, no bairro Jaracaty, em São Luís.
O veículo chega para reforçar a frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e a rede de saúde do município, ampliando a capacidade de atendimento à população ribamarense.
O prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho (PODEMOS), destacou a importância da nova ambulância para o município e agradeceu a articulação junto ao governo federal. “Essa ambulância representa mais dignidade e agilidade no atendimento à nossa população. São José de Ribamar cresce e precisa de uma saúde cada vez mais estruturada. Agradeço ao Ministério da Saúde e a todos que se empenharam para que esse veículo chegasse até nós. É mais um passo importante para garantir que os ribamarenses tenham acesso a um atendimento de urgência de qualidade”, afirmou o prefeito.
A secretária municipal de Saúde de São José de Ribamar, Bernadete Lourdes Veigas Ferreira, ressaltou que a nova ambulância fortalece o atendimento de urgência e emergência no município. “Receber essa ambulância é uma conquista para a saúde pública de São José de Ribamar. Nosso SAMU e nossa rede de atendimento ganham mais um reforço importante para socorrer a população com mais rapidez e eficiência. Estamos trabalhando diariamente para melhorar a estrutura da saúde no município, e essa entrega é resultado desse esforço conjunto”, declarou a secretária.
O secretário adjunto da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do Ministério da Saúde, Jerzey Timoteo Ribeiro Santos, representou o ministério na solenidade e reforçou o compromisso do governo federal com o fortalecimento do SUS nos municípios maranhenses. “O Ministério da Saúde tem trabalhado para garantir que os municípios recebam os equipamentos necessários para oferecer um atendimento de qualidade à população. Essa ambulância para São José de Ribamar é parte desse esforço de fortalecer a atenção à saúde em todo o Maranhão. Seguimos firmes no propósito de ampliar o acesso e melhorar os serviços de saúde no estado”, afirmou Jerzey Timoteo.
A entrega faz parte do pacote de investimentos do Ministério da Saúde no Maranhão, que já destinou dezenas de veículos ao estado por meio dos programas “Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde” e Novo PAC Saúde . Foram entregues 84 veículos no estado, incluindo ambulâncias do SAMU, vans, micro-ônibus e unidades odontológicas móveis, com investimento superior a R$ 49 milhões.
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A medida é prevista pelo Código Eleitoral. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Candidatas e candidatos que disputam as eleições 2026 não poderão ser presos ou detidos a partir deste sábado (19).
A medida é prevista pelo Código Eleitoral, para os 15 dias que antecedem o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Ela valerá até 48 horas após o encerramento da votação.
Durante o período de vigência da regra, prisões ou detenções só poderão ocorrer em casos de flagrante delito. A garantia alcança todos os candidatos registrados para a disputa eleitoral.
De acordo com o calendário aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os eleitores irão às urnas em 4 de outubro para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.
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O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) emitiu parecer prévio pela desaprovação das contas de 2024 da prefeita de São Roberto, Danielly Coelho Trabulsi Nascimento. Na mesma sessão, o órgão também analisou prestações de contas de outros municípios e câmaras.
As contas de Emanuel Lima de Oliveira, de Santo Antônio dos Lopes, referentes a 2022, e de Emerson Lívio Soares Pinto, de São João Batista, de 2024, receberam parecer pela aprovação com ressalvas. Já duas câmaras municipais tiveram contas aprovadas com ressalvas e multa.
Dalva Antonia Morais Silva, de Tufilândia, e Francílio Silva dos Santos, de São José dos Basílios, receberam multas de R$ 2 mil cada. Além disso, o TCE-MA julgou regulares contas de gestores de Barra do Corda, Igarapé Grande, Paraibano, Coelho Neto, Olinda Nova, Alto Alegre do Pindaré e Barão de Grajaú.
Por outro lado, o tribunal julgou irregulares as contas de Henrique da Silva Domingos, de Amapá do Maranhão, e aplicou multa de R$ 3 mil. Manoel Dias Oliveira, de Lagoa do Mato, recebeu débito de R$ 30 mil e multa de R$ 5 mil pelas contas de 2024.
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O desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), negou o pedido de liminar apresentado pelo deputado estadual Rodrigo Lago (PSB) para suspender a execução do contrato de financiamento de R$ 1,3 bilhão firmado entre o Governo do Maranhão e o Banco do Brasil.
A solicitação foi apresentada em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o governador e candidato à reeleição, Orleans Brandão (MDB), o candidato a vice-governador, Edivaldo Holanda Júnior, além de Aline Duailibe, Daniel Brandão, Vinícius Ferro e Orleans Braide Brandão.
Rodrigo Lago alegou possível abuso de poder político com repercussão econômica. Segundo o parlamentar, a liberação dos recursos em parcela única durante o ano eleitoral, para obras de infraestrutura e outras despesas de capital, poderia interferir na disputa de 2026.
Pedido de suspensão do empréstimo
Além da suspensão do contrato, Lago pediu que o Banco do Brasil fosse impedido de realizar o desembolso dos recursos.
Caso o dinheiro já tivesse sido repassado, o deputado solicitou o bloqueio da conta do Estado e a proibição da emissão de notas de empenho vinculadas ao financiamento.
Ao analisar o pedido, Sebastião Bonfim concluiu que não foram apresentados elementos suficientes para demonstrar, neste momento, a existência de desvio de finalidade eleitoral ou o direcionamento dos recursos para beneficiar determinada candidatura.
O desembargador também destacou que existe uma ação com o mesmo objeto em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo foi distribuído em 15 de setembro e está sob relatoria do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira.
Segundo a decisão, a concessão de medidas diferentes pelo TRE-MA e pelo TSE poderia provocar decisões conflitantes.
Contrato será pago em 20 anos
Outro ponto considerado pelo relator foi a natureza da operação. Segundo ele, o empréstimo não representa uma transferência voluntária de recursos, mas uma operação de crédito que deverá ser paga pelo Estado ao longo de 20 anos.
Com os encargos, o valor total da operação alcançaria aproximadamente R$ 2,3 bilhões.
Sebastião Bonfim afirmou ainda que eventuais irregularidades fiscais, orçamentárias ou administrativas relacionadas ao contrato devem ser analisadas, inicialmente, por órgãos como o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Justiça comum ou federal.
Risco de prejuízo à população
Na decisão, o desembargador também considerou os possíveis efeitos de uma suspensão imediata do contrato.
Para Bonfim, o bloqueio dos recursos poderia interromper obras, investimentos e pagamentos a fornecedores, provocando prejuízos à administração pública e à população.
Diante disso, o magistrado indeferiu o pedido de urgência apresentado pelo deputado.
“Ante o exposto, indefiro o pedido de medida liminar formulado por Rodrigo Pires Ferreira Lago, ante a ausência de prova inequívoca do desvio de finalidade eleitoral, a existência de ação idêntica em curso perante o Tribunal Superior Eleitoral e o manifesto risco de dano inverso à administração pública”, decidiu.
Ação segue tramitando
A decisão do TRE-MA se refere apenas ao pedido de liminar e não encerra a Ação de Investigação Judicial Eleitoral.
Os investigados ainda serão notificados para apresentar defesa no prazo de cinco dias. Depois dessa etapa, o processo será encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral para manifestação.
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