
O ex-senador Roberto Rocha (PRTB) acusou Eduardo Braide (PSD) de abandonar os partidos e as lideranças que apoiaram sua eleição à Prefeitura de São Luís em 2020. Durante a entrevista, ele relembrou o compromisso firmado com o ex-prefeito dois anos antes e revelou que o deputado estadual Wellington do Curso, hoje no PSD de Braide, não fala com ele há mais de seis anos. A declaração foi dada na noite de terça-feira (11), em entrevista ao programa Ordem do Dia, da Rádio Educadora FM (88.3 Mhz).
O candidato ao Governo do Maranhão afirmou que o PSDB, então controlado por ele e que tinha Wellington entre seus filiados, indicaria o candidato a vice-prefeito na chapa de Braide em 2020. Este teria sido o combinado.
“O vice quem era? Wellington. Para ser secretário, para ser depois deputado federal. O Wellington não quis de jeito nenhum. O vice poderia ser o Roberto Júnior, que tinha sido vice na eleição anterior do próprio Wellington. Era o presidente do partido em São Luís. Aí o que ele fez, o Braide? Ofereceu para o Roberto Júnior a secretária de obras. Para quê? Para depois falar comigo, para eu abrir mão da vice”, revelou Rocha.
Na avaliação do ex-senador, a escolha pessoal de Braide por Esmênia Miranda (PSD), que se tornou prefeita seis anos depois, também teria servido para retirar do partido presidido pelo ex-deputado federal Edilázio Júnior à época o comando da Secretaria Municipal de Educação, em outro acordo que não teria sido cumprido pelo ex-prefeito.
“Ele não cumpriu nada conosco do PSDB, nada com Aluísio Mendes e nada com Edilázio. Pergunte para os dois. Nada, zero”, disparou.
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Uma ação no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) pede o indeferimento do registro de candidatura do ex-prefeito de Imperatriz Assis Ramos (Republicanos), que disputa uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026.
A impugnação, protocolada por Simplício Araújo (DC), sustenta duas razões: a rejeição de contas de quatro exercícios de sua gestão pela Câmara Municipal de Imperatriz e a suposta ausência de desincompatibilização do cargo de delegado de Polícia Civil no prazo previsto pela legislação eleitoral.
A relatora do caso é a juíza Anna Graziella Santana Neiva Costa.
No primeiro ponto, a ação argumenta que Assis Ramos teve rejeitadas pela Câmara de Imperatriz as contas referentes aos exercícios financeiros de 2017, 2018, 2021 e 2022. Segundo a peça, nos quatro casos os vereadores derrubaram, por mais de dois terços dos votos, pareceres prévios favoráveis emitidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).
Em relação a 2017, a impugnação cita extrapolação do limite de despesas com pessoal, que teria atingido 54,63% da receita corrente líquida, acima do teto de 54%. Nas contas de 2018, são apontados excesso de gastos com pessoal e repasse ao Legislativo de 6,11% da receita, acima do limite constitucional de 6%. Já no exercício de 2022, a peça aponta comprometimento de 58,65% da receita corrente líquida com pessoal, percentual que teria chegado a 67,61% durante a gestão, além de questões envolvendo a política de valorização dos profissionais da educação e recursos do Fundeb.
Simplício sustenta que a Câmara Municipal classificou as irregularidades como “insanáveis e dolosas” e que as decisões, tomadas em 2025, enquadrariam Assis Ramos na hipótese de inelegibilidade prevista na Lei Complementar nº 64/1990. Trata-se, contudo, da tese apresentada pelo impugnante, que ainda será analisada pela Justiça Eleitoral.
A segunda frente da impugnação diz respeito ao cargo de delegado de Polícia Civil ocupado por Assis Ramos. A ação argumenta que, por exercer função de autoridade policial, ele deveria ter se afastado do cargo três meses antes das eleições, cujo primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro. Dessa forma, segundo a peça, o prazo teria terminado em 4 de julho.
Para sustentar a alegação, o autor anexou registros do Portal da Transparência do Estado indicando vínculo funcional ativo e menciona uma solenidade de promoção na carreira policial da qual Assis Ramos participou no dia 20 de julho. Na página 6 do documento, são reproduzidas imagens de uma publicação em rede social sobre a promoção e consultas ao Portal da Transparência com informações funcionais do candidato.
A ação afirma ainda que o pedido de registro de candidatura não teria sido acompanhado de comprovante de afastamento do cargo. Ao final, requer que o TRE-MA reconheça tanto a inelegibilidade decorrente da rejeição das contas quanto a ausência de desincompatibilização e, com isso, indefira o registro de Assis Ramos para deputado estadual.
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Em prisão domiciliar desde o último mês de julho, após operação determinada pelo ministro Flávio Dino, o ex-secretário estadual Raimundo Cutrim foi alvo de nova busca e apreensão nesta terça-feira (11). Desta vez, a ordem partiu de Alexandre de Moraes e investiga a produção de reportagens contra Dino. Segundo a CNN Brasil, Cutrim foi apontado como fonte de um blogueiro maranhense em matérias sobre o suposto uso irregular de veículos do judiciário por familiares do ministro maranhense.
A diligência foi solicitada pela Polícia Federal, recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e também alcançou o advogado do blogueiro.
“A decisão de hoje fala que, após a quebra dos aparelhos telefônicos do jornalista, a polícia concluiu que quem foi a fonte foi Raimundo Cutrim”, declarou o advogado José Berilo de Freitas Leite.
A defesa questiona, ainda, o fato de a investigação avançar contra a fonte e o advogado, enquanto as denúncias publicadas seguem sem apuração.
Confira a matéria completa aqui
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O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou dois Inquéritos Civis para apurar suspeitas de nepotismo e possível acúmulo irregular de cargos públicos em Araioses.
Uma das apurações envolve o prefeito João Cândido Carvalho Neto e a servidora Leila Raquel Costa Carvalho. O procedimento também verifica eventual recebimento indevido de remuneração ou benefícios e outras possíveis irregularidades funcionais.
A segunda investigação trata da situação funcional de Rarison Soares de Albuquerque, servidor e secretário municipal de Educação. O MPMA apura se há compatibilidade entre as jornadas dos cargos exercidos.
A Promotoria determinou que Rarison apresente, em 15 dias, documentos sobre sua situação funcional, incluindo escalas de trabalho e informações sobre possíveis cessões e redução de carga horária.
As investigações foram instauradas pela 1ª Promotoria de Justiça de Araioses. A abertura dos procedimentos não significa que as irregularidades tenham sido comprovadas.
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Dos postulantes ao Governo do Maranhão nas eleições de 2026, cinco já registraram candidaturas na Justiça Eleitoral, mas coincidente dois políticos – Eduardo Braide (PSD) e Roberto Rocha (MDB) – não registraram ainda suas respectivas candidaturas.
Faltando quatro dias para encerrar o prazo, os cinco que já registraram foram: Saulo Arcangeli (PSTU), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Orleans Brandão (MDB) e Reginaldo Lima (PCB).
Para o Senado, coincidentemente cinco políticos registraram candidaturas: André Fufuca (PP), Eliziane Gama (PT), Cidônio Gonçalves (PL), Weverton Rocha (PDT) e Wilson Leite (PSTU).
Além disso, já foram feitos o pedido de 181 candidaturas para deputado federal e 147 para deputado estadual. O prazo final para registro acaba no próximo dia 15.
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