Famem emprega acusado de mandar matar fazendeiro
Trata-se de Juscelino Rezende, pai do deputado Juscelino Filho – aliado de Erlano Xavier, que tenta a reeleição para o comando da entidade

O mês de julho de 2003 entrou para a história da cidade de Vitorino Freire. Tudo por conta do assassinato do pecuarista José Soares Rodrigues, conhecido como Zezico Galego, figura bastante estimada na cidade. Ele foi executado a tiros, quando saía de sua fazenda, localizada no povoado Pereirão, localizada às margens da estrada Vitorino Freire/Paulo Ramos.
Dias depois, a polícia capturou o pistoleiro Ruberval Gomes da Silva, o Beval, e seu comparsa Francisco Lino da Silva, o Barrrãozinho, que havia lhe dado fuga numa moto após o crime.
Na presença de dois promotores de Justiça e do delegado da cidade, Beval confessou que cometeu o assassinato a mando do então prefeito da cidade, Juscelino Resende, pai do deputado federal Juscelino Filho (DEM), partido aliado do atual mandatário da Famem, Erlanio Xavier(PDT), que concorre à reeleição.
Ao invés de está na prisão, por conta desse crime e de desvios administrativos do período em que foi gestor municipal, ele goza de influência política e está montado numa sinecura na Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), cargo que lhe foi ofertado pelo presidente da entidade, o enrolado prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier.
COISA DE MÁFIA
No dia 25 de setembro de 2009, o pistoleiro Beval foi condenado a 15 anos de prisão. Dias antes, numa entrevista coletiva no prédio da Secretaria de Segurança Pública, em São Luis, ele disse deu detalhes aos policiais de como e porque cometeu o assassinato.
Afirmou que ligou para o prefeito Juscelino Resende para lhe fazer uma cobrança e esse o teria lhe convidado para ir à sua casa, para que “tratassem sobre “uma parada”. Durante o encontro, o então prefeito teria lhe dito que lhe pagaria R$ 12 mil para que matasse Zezico Galego. Conta Beval, que Juscelino estava devendo R$ 1,5 milhão para a vítima.
A tal “parada” foi fechada em R$ 18 mil, de acordo com Beval. Ele disse ainda que na tarde do crime, juntamente com Barrãozinho, ficou na espreita, na beira da estrada, tomaram cachaça e quando a vítima surgiu, ele fez os disparos e fugiu numa moto conduzida pelo parceiro. Destacou ainda que fugiu para Teresina e recebeu o dinheiro, enviado por Juscelino Resende quando estava em Caxias.
Os desdobramentos do caso se assemelham àqueles eventos típicos da Máfia ítalo/americana, que se vê em filmes de Hollyoowd. O processo sumiu do fórum da cidade, testemunhas que prestaram depoimentos se negaram depois a novas narrativas e por aí vai. O caso só não entrou para o arquivo morto da polícia, porque o delegado Marco Antonio Fonseca, da Superintendência de Polícia do Interior, tinha cópias do inquérito. Foi ele quem conduziu toda a investigação e teve apoio do colega Humaitan de Oliveira, de Timon.
Usando de influência política, Juscelino Resende vem conseguindo adiar seu julgamento, por conta de todos os tipos de manobra. Só que sua assinatura está lá, no crime. O pistoleiro reiterou por diversas vezes que ele foi o mandante do homicídio. Esse é o nível dos integrantes da tropa de choque de Erlanio Xavier em sua tentativa de se reeleger para o comando da Famem. Está com outra péssima companhia.
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