Glalbert Cutrim anuncia asfaltamento da Estrada ligando Matinha a Itans

  • 21 de agosto de 2015
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beto matinha

Dep. Glalbert Cutrim e prefeito Beto pixuta

Os moradores de Matinha e demais cidades próximas também localizadas na Região da Baixada estão em festa.

O deputado Glalbert Cutrim (PRB) anunciou, nesta quinta-feira (20), que o governador Flávio Dino (PC do B) assinará, às 11h deste sábado (22), ordem de serviço autorizando o início da obra de pavimentação da estrada que liga Matinha ao povoado de Itans, considerado como um dos maiores polos de psicultura sustentável do estado.

O asfaltamento da estrada era uma reivindicação antiga dos moradores e tem sido bandeira de luta do deputado na Assembleia Legislativa.

“Minha família é baixadeira e ama essa região. Meu pai, quando foi deputado, também solicitou a pavimentação desta estrada. Ano passado, solicitamos novamente ao governo estadual e, desde o início deste ano, venho rotineiramente pedindo ao governador Flávio a execução da obra. Agora, o sonho irá tornar-se realidade. Estou muito feliz, principalmente pelos meus irmãos da Baixada”, afirmou o parlamentar.

A obra, que será custeada com recursos do Governo do Estado, consistirá na pavimentação de um trecho de 16 km da estrada beneficiando, além de Itans, moradores das localidades São Rufo, Roque, Coroatá, Ilha Verde, Aleluia, Boa Fé e Enseada Grande.

Imagem do dia: a caminho de Pedrinhas…

presos

Os ex-secretários de Bom Jardim, Beto Rocha e Antonio Cesarino, foram levados hoje, algemados e no camburão da Polícia Federal, para o Complexo de Pedrinhas, onde permanecerão à disposição da Justiça, cumprindo prisão preventiva. A imagem se choca frontalmente com as fotos habituais  das redes sociais,  de Rocha com sua ex-mulher, Lidiane Rocha, prefeita de Bom Jardim, e hoje foragida da polícia. (Imagem: Biné Morais/O EstadoMaranhão)

BLOG MARCO DEÇA

Prefeitura de Bacuri compra mais de R$ 125 mil em medicamentos vencidos para distribuir a doentes

A série de reportagens: “Bacuri, o paraíso da corrupção”, vai mostra hoje uma falcatrua que provavelmente deve ter deixado muito cidadão doente naquele município na atual gestão do enrolado prefeito Richard Nixon (PMDB). Para contar a história, o correspondente secreto do BLOG está na manhã de hoje na cidade bacuriense. De lá, ele nos conta com exclusividade que as irregularidades na aquisição de medicamentos resultaram em desperdício de dinheiro público e também no risco à saúde da população.

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Empresa fantasma é suspeita de fazer parte de esquema de desvio em Bacuri

Nos subterrâneos do crime, investigar o lixo é importante. Neste caso, então, é mais importante ainda, porque essa é uma história cheia de lixo. Com documento oficial da prefeitura, contrato e um flagrante, o correspondente na cidade nos revelou que todo o esquema de corrupção começou no dia 06 de abril, um mês antes da prisão do atual gestor bacuriense durante a operação “Morta Viva”, realizada no dia 4 de maio pela Polícia Civil do Maranhão.

A cadeia não consertou o ‘prefeito temporário’ de Bacuri, Richard Nixon (PMDB)

No dossiê obtido com exclusividade constam as provas de um crime que envolve fornecedor de remédio e prefeito. Ambos ganhando muito dinheiro sujo.

O golpe que inclui dispensa de licitação, começou no mês de abril quando a Prefeitura assinou contrato com a empresa J.J.R Viana para aquisição de medicamentos e material hospitalar, por R$ 125.483,60 (cento e cinco mil, quatrocentos e oitenta e três e sessenta centavos). No entanto, meses após a contratação do serviço, foi constatado que os remédios que poderiam estar salvando vidas, estariam com o prazo de validade vencido.

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São caixas e mais caixas de medicamentos, que agora estão sendo jogadas no lixo. A primeira remessa foi encontrada na semana passada. Essa semana foi descoberto outro lote com remédios fora do prazo de validade. Tudo foi levado para um local que seria incinerado, onde houve mais uma surpresa: mais um lote de remédios vencidos jogado em um canto. A contagem ainda está sendo feita.

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Enquanto isso, os gestores dos postos de saúde da cidade afirmam que não têm sequer o básico para trabalhar, como soro fisiológico e antibióticos. Não por acaso, o povo reclama.

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A oposição ao ‘prefeito enrolado’ afirma que a denúncia do blog será encaminhada para o Ministério Público estadual e também para o federal, já que os medicamentos foram comprados com verba do governo federal.

FORNECEDOR COM 1001 UTILIDADES
Registrada com CNPJ 41.480.591/0001-29, a empresa J. J. R Viana – Epp, segundo a Receita Federal, deveria funcionar na Avenida Brasil, 09, Quadra: 01; Lote: 09, no Olho D’Agua, área nobre de São Luís.

O representante da distribuidora informou ao fisco nada menos que 19 atividades de atuação. Na atividade econômica principal, diz que atua no comercio atacadista de medicamentos e drogas de uso humano. Na secundária, ela se apresenta como comercio atacadista de equipamentos de informática; comercio atacadista de carnes bovinas, suínas e derivados, além de outras atividades, conforme CNPJ em anexo. Ou seja, por mais de R$ 100 mil, Nixon contratou a empresa de “mil e uma utilidades” para fornecer remédios vencidos que pode comprometer a própria saúde da população da cidade que ele administra temporariamente.

Janot apresenta ao STF denúncia por corrupção contra Eduardo Cunha e Collor

  • 21 de agosto de 2015
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G1

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nesta quinta-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncias contra o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e contra o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Nas denúncias, o procurador-geral pede a condenação dos dois sob a acusação de terem cometidos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com a Procuradoria, eles receberam propina de contratos firmados entre a Petrobras e fornecedores da estatal.

Na denúncia contra Eduardo Cunha (veja a íntegra), a Procuradoria também pede que ele devolva US$ 80 milhões – US$ 40 milhões como restituição de valores supostamente desviados e mais US$ 40 milhões por reparação de danos. A PGR estima essa quantia em R$ 277,36 milhões, pela cotação atual.

Ambos os parlamentares negam as acusações. O presidente da Câmara se diz “inocente” e afirmou que foi “escolhido para ser investigado”. Collor disse que o procurador Rodrigo Janot fez um “teatro” e “selecionou a ordem dos fatos”.

Também foram alvos de denúncia de Janot a ex-deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), aliada de Cunha e atual prefeita de Rio Bonito (RJ), além de Pedro Paulo Leoni Ramos, ministro do governo Collor, e mais três pessoas ligadas ao senador.

O STF terá agora de decidir se aceita ou não as denúncias. Se aceitar, os denunciados se tornarão réus e responderão a ações penais no Supremo – devido ao foro privilegiado decorrente da condição de parlamentares, Cunha e Collor não podem ser processados em outra instância da Justiça.

Na hipótese de o STF aceitar a denúncia, Cunha – devido à condição de presidente da Câmara – será julgado pelo plenário do tribunal, formado pelos 11 ministros. O julgamento de Collor ficaria a cargo da Segunda Turma do Supremo, integrada por cinco ministros, entre os quais Teori Zavascki, relator dos inquéritos da Operação Lava Jato referentes a autoridades com foro privilegiado.

Após o recebimento da denúncia, Zavascki notificará as defesas para apresentação de respostas por escrito. Depois da apresentação das respostas, o processo voltará o Ministério Público, que dará um parecer. O ministro fará então um relatório e levará o caso ao plenário, que decidirá pela abertura ou não de ação penal – não há prazo para isso.

Prefeita de Bom Jardim desviou mais de R$ 900 mil de merenda escolar

  • 21 de agosto de 2015
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pf
A prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite (PP) desviou mais de R$ 900 mil reais de merenda escolar da cidade de Bom Jardim, a 275 Km da capital, segundo a Polícia Federal. O pronunciamento foi feito por agentes da Polícia Federal no fim da tarde de hoje, em uma coletiva de imprensa, no auditório da polícia.
Segundo o chefe da Delegacia de Defesa Institucional da Polícia Federal do Maranhão, Ronildo Lages, a prefeitura conseguia fechar recursos e contratos para os agricultores. “Ela fazia com que os agricultores leigos e semi-analfabetos de extrema pobreza sacassem os valores e repassassem para ela em espécie, como uns R$ 300 mil, que apenas 30% do valor foi utilizado para merenda escolar, no total de desvio de um contrato, resulta em no mínimo R$ 900 mil a R$ 1 milhão, valor que pode ser ultrapassado”, contou o delegado.
O esquema de corrupção acontece desde 2013, só após denuncias por moradores e vereadores da oposição, é que a Polícia Federal tomou conhecimento e começou a operação que acontece desde o ano passado.
Os delegados ainda informaram que os seis mandados de busca e apreensão foram dados pela justiça desde o dia 6 de agosto, para ser executado no início de setembro, mas devido à logística, não puderam antecipar a operação. Desconfiados, alguns acusados que estavam sobre investigação de 18 policiais federal, conseguiram prender fuga, logo, foi quando decidiram agir.
O alvo principal da polícia é a prefeita Lidiane Leite (PP), que ainda está foragida. O ex-marido da prefeita foi preso na manhã de hoje, tentando fugir. “Beto Rocha foi preso em um posto de gasolina, na cidade de Itapecuru, quando tentava fugir para São Luís. Os demais foram presos ainda na cidade, já a prefeita estava ontem, na cidade de Bom Jardim, não dormiu em casa e conseguiu fugir na madrugada. A cada dia ela dormia em um local diferente para dificultar o trabalho da polícia”, disse Ronildo Lages.
Na operação da manhã de hoje, ainda foram presos os ex-secretários de Assuntos Políticos, Humberto Dantas dos Santos, o de Agricultura, Antônio Gomes da Silva, Antônio Cesarino, também presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Bom Jardim (STTR).
Todos são suspeitos por desvios de verbas de merenda escolar, de reforma de escolas, do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Crianças estavam sendo dispensadas das escolas antes do horário por falta de merenda.
De acordo com o superintendente da Polícia Federal, a ação da polícia é para mudar a história do Estado contra os desvios de verbas da educação e merenda escolar. “Precisamos mudar essa história principalmente na área da educação, os recursos chegam, mas não são investidos em milhares de crianças em extrema pobreza e semi-analfabetas”, disse Alexandre Saraiva.
Ainda segundo o delegado, o ex-marido da prefeita, era quem providenciava as assinaturas e contratos. “Ele providenciava quase tudo, desde os contratos as assinaturas de pessoas leigas e semi-analfabetas em extrema pobreza, ele articulava todo o financeiro da fraude. A prefeita tinha ciência de tudo, chegou a ser divulgado, foi avisada por vereadores da oposição, mas não tomava nenhuma decisão”, disse Ronildo Lages.
Os delegados ainda afirmaram que mais agricultores podem ser presos por assinarem contratos com a prefeitura.
O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) e Ministério Público Federal (MPF) já investigavam as irregularidades. Já a policial Federal continua nas buscas da prefeita e demais envolvidos.
Troca de candidato
Em 2012, Lidiane Leite, aos 22 anos, tornou-se candidata porque seu marido, Beto Rocha, então candidato a prefeito, ficou impossibilitado de concorrer ao cargo por ter sido impugnado por meio da Lei da Ficha Limpa. Na época, Lidiane trabalhava em um mercado e assumiu o lugar do namorado como candidata e foi eleita prefeita do município de Bom Jardim.
A prefeita já havia sido afastada do cargo em dezembro de 2014 pela Justiça do Maranhão. Lidiane deveria obedecer à ação judicial para regularização das aulas na educação infantil e fundamental, fornecimento de merenda e transporte escolar. Entretanto, pelo não cumprimento das disposições ela foi afastada pela Justiça. Após recursos judiciais, ela foi reconduzida ao cargo.
No início de 2014, o decreto da prefeita que tornou nulas as nomeações dos excedentes do concurso público homologado em novembro de 2011 foi cassado pela Justiça a pedido do MP-MA.