De R$ 124 milhões de recursos extras, municípios do MA receberam pouco mais de R$ 6 milhões

  • 19 de fevereiro de 2017
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A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta sexta-feira informação dando conta sobre o repasse extra, por parte do Governo Federal, de mais de R$ 124 milhões para os municípios brasileiros.

Como é de praxe, a notícia espalhou-se ganhando ares de que as prefeituras passariam o fim de semana com os cofres abarrotados.

Ledo engano. Os recursos foram rateados obedecendo os mesmos critérios de distribuição do FPM. Ou seja, o contingente populacional de cada estado.

Os 217 municípios maranhenses, dos R$ 124 milhões anunciados, foram contemplados com apenas R$ 6.445.916,88, de acordo com levantamento feito pela Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM).

A capital São Luís ficou com a maior fatia do bolo – R$ 832.462. Os municípios de Imperatriz, São José de Ribamar, Caxias e Timon, que estão classificados no chamado Fundo Especial, receberam, cada um, R$ 150.481.

Já cidades pequenas e com populações de até dez mil habitantes receberam, cada uma, pouco mais de R$ 11 mil. São alguns exemplos: Benedito Leite, Belagua, Jatobá, Graça Aranha, Lajeado Novo, Boa Vista do Gurupi, Bernardo do Mearim, Cachoeira Grande, Governador Luiz Rocha, dentre outras.

Confira os valores que cada município recebeu clicando no link abaixo

EXTRA DE FPM

Maior legado da oligarquia foi deixar o Maranhão mais pobre, diz Othelino Neto

o vice-presidente da Assembleia Legislativa lembrou ao deputado Adriano Sarney (PV) que o maior legado da oligarquia foi ter deixado o Maranhão como o Estado mais pobre e mais injusto da Federação.

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) rebateu, na sessão desta quinta-feira (16), a oposição que tentou explorar, politicamente, a sessão especial com o secretário estadual de Infraestrutura, Clayton Noleto, para tratar do programa “Mais Asfalto”. Em resposta, o vice-presidente da Assembleia Legislativa lembrou ao deputado Adriano Sarney (PV) que o maior legado da oligarquia foi ter deixado o Maranhão como o Estado mais pobre e mais injusto da Federação.

“Esse é o legado que vocês carregam nas costas como um carimbo que o tempo passa e não sai, porque receberam um Estado próspero e entregaram-no com os piores indicadores do Brasil, com o povo mais pobre do país. Mandaram no Maranhão, na República e entregaram o Estado na pior situação possível, e isso ninguém vai conseguir tirar, nem a força do império de comunicação tem como tirar. Vocês vão carregar para sempre e para toda a história a mácula de ter entregue um Estado, visivelmente, muito mais pobre do que receberam”, comentou.

Durante o seu pronunciamento, Othelino Neto disse que Cleyton Noleto atendeu a um convite, fruto de um requerimento do deputado Edilázio Júnior (PV). O vice-presidente da Assembleia explicou que não se tratou de uma convocação e que o secretário, prontamente, veio na maior boa vontade ao parlamento para tratar do programa “Mais Asfalto” e não esperava ser recepcionado por interesses, meramente, político-eleitoreiros.

“Se medo tivesse de falar das ações de sua secretaria ou do programa Mais Asfalto, poderia não ter vindo. Poderia ter protelado a vinda. Nós sabemos que esta Casa tem uma ampla maioria governista e, num debate interno, poderia  ser indeferido o requerimento de convocação do secretário. Mas o líder do governo, deputado Rogério Cafeteira, inclusive, propôs que transformasse em convite para que ele garantisse a vinda do secretário aqui. Na data em que nós marcamos, ele veio”, disse.

Othelino destacou que Cleyton Noleto se prontificou e ficou, durante cerca de seis horas, tempo necessário, para ouvir todas as intervenções dos 13 deputados que foram à tribuna para se manifestar e fazer questionamentos. Segundo o vice-presidente, que conduziu a sessão especial, dos 13 deputados que foram à tribuna, seis são de oposição, alguns com mais veemência, outros de forma mais comedida, todos fizeram as suas críticas, as suas perguntas e o secretário Clayton respondeu a todas. “Ele foi, inclusive, corajoso ao ponto de aceitar uma sistemática não usual, proposta pelo deputado Braide,  que foi mais ou menos como fazer um ping pong”, comentou.

Segundo Othelino, os deputados da oposição perderam uma boa oportunidade de mostrar para a sociedade que não estão com “dor de cotovelo” e que concordam com o programa “Mais Asfalto”, porque ser contra uma ação, que leva pavimentação para as ruas das pessoas, não se pode atribuir a isso outra coisa, porque só é contra o asfalto quem nunca comeu poeira na sua casa.

“Olha, tomem cuidado, porque, possivelmente, os eleitores de vocês estão escutando isso. Pode ter, lá no município de Bequimão, onde o deputado Adriano Sarney foi muito bem votado, um eleitor que não gostou do comentário. Pode ter, lá em Timon, onde o Edilázio foi votado, alguns eleitores que receberam os benefícios do Mais Asfalto e não gostaram de ouvi-lo protestando contra o programa aqui. As ações do Mais Asfalto aconteceram no período eleitoral, como aconteceram antes do período eleitoral”, afirmou.

Othelino Neto disse ainda que os números  citados pelo secretário colocaram abaixo os argumentos de que o “Mais Asfalto” tem um viés eleitoral. Segundo o deputado, o investimento do programa foi maior em 2015 do que em 2016.

Mais Asfalto

No pronunciamento, Othelino disse que se a oposição mandar fazer uma pesquisa vai perceber  que o governo Flávio Dino está muito bem avaliado no Maranhão. Segundo ainda o deputado, as obras do governo não pararam após as eleições passadas. “Se você observar, inclusive São Luís, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, no dia seguinte a sua reeleição, estava visitando obras na cidade. Agora, se você for olhar a capital agora, claro que o ritmo das obras diminuiu, porque nós estamos em pleno período chuvoso. Vai jogar dinheiro público fora?”, indagou.

“Agora, mesmo respeitando esse embate, que é natural e legitimo, é evidente que o governo Flávio Dino não agrada a todos. Mas ele não agrada, principalmente, a uma minoria que mandava no Maranhão e que agora não manda mais. Vocês eram acostumados a um modelo antigo, por isso se incomodam tanto com o Mais Asfalto, porque se beneficiavam com base em programas eleitoreiros”, alfinetou Othelino Neto.

O deputado disse que o programa “Mais Asfalto” vai continuar e chegará aos 217 municípios do Maranhão assim como muitas outras obras importantes vão acontecer no Estado. De acordo com o parlamentar, ao chegar a 2018, o Maranhão, em quatro anos, vai estar melhor do que esteve no passado porque, ao longo desse período, terá sido feito muito mais pelo Maranhão do que o grupo Sarney fez em 50. “Mas essa é uma análise mais íntima que vocês farão porque, em dois anos, o Maranhão já é diferente”, concluiu.

Infosolo não terá monopólio para registro dos contratos de financiamento de veículos no Detran, diz diretora

Larissa Abdalla

Ao participar quarta-feira (15) da sessão plenária da Associação Comercial do Maranhão para esclarecer dúvidas sobre cobrança de taxa para registro eletrônico de contratos de financiamento de veículos, a diretoria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MA), Larissa Abdalla (foto), garantiu que a Infosolo Informática não terá exclusividade para prestar o serviço e que duas outras empresas – N2O Tecnologia da Informação e HD Soluções e Sistemas – também se habilitaram no processo licitatório e estão em fase de verificação dos seus dados para homologação de contratos, mas caso não comprovem condições de atender às instituições financeiras outras serão chamadas.

Segundo ela, apenas sete empresas no Brasil têm condições de atender às exigências do registro eletrônico baixadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Empresários do ramo de veículos sugerem, então, que a cobrança vigore somente quando mais de uma estiverem aptas a prestar o serviço, pois ficará estabelecida a disputa entre elas e os bancos para que estes definam por qual registrarão seus contratos.

PMDB aguarda definição de Roseana Sarney sobre candidatura

  • 19 de fevereiro de 2017
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Ex-governadora Roseana Sarney no meio da multidão

A direção regional do PMDB no Maranhão, comandada pelo senador João Alberto de Souza, aguarda apenas uma sinalização positiva da ex-governadora Roseana Sarney para saber se ela realmente pretende ou não enfrentar mais uma candidatura majoritária ao governo do estado, com as bênçãos do presidente Michel Temer.

A pressão e o novo foco sobre uma eventual candidatura da ex-governadora começa a ganhar força depois que o ministro de Meio Ambiente e deputado federal licenciado Sarney Filho (PV) garantiu que está disposto e, acima de tudo, preparado para concorrer ao Senado da República.

Até o momento, existia a viabilidade da ex-governadora também disputar uma das duas vagas ao Senado, inclusive o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) aposta nessa possibilidade. No entanto, a leitura política agora parece ser outra por parte do grupo Sarney para as eleições gerais de 2018.

Para evitar que o longevo grupo político maranhense venha a ser sucumbido definitivamente pelas hostes comunistas do governador Flávio Dino, o ritual deve ser com duas candidaturas majoritárias fraternais, sendo uma Sarney Filho ao Senado e Roseana, pela quinta vez consecutiva, ao governo do Maranhão, mesmo depois dela ter dito que não iria mais se aventurar na política para cuidar dos afazeres domésticos e dos netos.

A falta que o Câmara faz à Câmara

  • 19 de fevereiro de 2017
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BLOG MARCO DEÇA

O ano era 2013.

Os meses de janeiro e fevereiro passaram a conviver com uma figura quase onipresente na mídia, com fatos e histórias quase diárias sobre a situação de São Luís.

Vereador já empossado, o peemedebista Fábio Câmara roubava a cena política, transformando a Câmara Municipal em cenário de debates fundamentais para a cidade, mesmo antes do início dos trabalhos

Quatro anos depois, é possível perceber a falta que o Câmara faz à Câmara.

Dos antigos vereadores, alguns já com muitos mandatos, esperava-se isso mesmo: o pouco interesse no debate e as discussões de bastidores por interesses outros.

Mas, e os novos vereadores? Aqueles que se elegeram como esperança de mudança para o povo?

A safra que saiu das urnas em outubro passado parece alheia a tudo o que diz respeito à Política; e até os bons de fala parecem neutralizados pela inoperância parlamentar.

Na ausência de nomes novos com vontade de fazer diferente, o noticiário da Câmara acaba protagonizado pelo velho e bom Astro de Ogum (PMN), que gerou os principais fatos do Legislativo Municipal neste início de mandato.

É lamentável que jovens vereadores se aboletem no Parlamento apenas com o intuito de ter um emprego – alguns arranjados por pais, tios, irmãos ou outros parentes poderosos.

E essa mediocridade mostra bem a falta que faz um vereador com vontade de discutir a cidade.

Que falta o Câmara faz à Câmara…